3 MORADORES INVISÍVEIS NAS CIDADES




Descobri esse belíssimo projeto no Facebook chamado Rio Invisível, onde são contadas histórias de moradores de rua da cidade do Rio na tentativa de redirecionar o olhar da população e com isso reconhecer o próximo como nosso semelhante. Além do Rio de Janeiro algumas outras cidades estão com iniciativa parecida, como São Paulo e Nova Iorque. Pelo o que entendi o projeto começou por lá. Vale a pena da uma conferida nessas história incríveis.

José Carlos:

“Meu nome é José Carlos, eu tenho 27 anos. Minha mãe morreu quando eu tinha 5. Fui morar com meu pai e mais três irmãos. Quando meu pai faleceu, perdi contato com quase todos, menos com uma irmã. Até o dia em que ela faleceu, foi atropelada. Aí ficou meio que cada um por si.

Perdi minha casa em 2010. Um dia tava voltando pra casa e fui avisado que ou eu ia embora ou iria morrer. Aí eu tive que deixar tudo pra trás, nem meus documentos eu peguei. E isso complica né, porque assim não consigo nem um emprego direito.

A vida na rua é muito difícil, a gente enfrenta o preconceito todos os dias. As pessoas já partem do princípio que você é vagabundo, te olham torto, já definem que a gente não presta e nos tratam com desprezo. Por isso que eu não gosto de pedir dinheiro pras pessoas. Quem pede realmente precisa, mas, pra não incomodar ninguém, cato umas latinha pra ter um trocado ou fico com fome mesmo. Na minha vida eu prefiro caminhar sozinho. Já tive até uns amigos, mas eles só ficam do seu lado por interesse. Muitas vezes já fui levado pra delegacia, mesmo eu não tendo feito nada. Ai é aquele constrangimento, você ter que provar que sua ficha é limpa e ainda duvidarem disso.”

José Carlos disse ter muitas histórias e falou que da próxima vez era pra avisar antes pra ele tomar um banho e botar uma boa roupa pra tirar foto. Ele contou que possui metas. A “curto prazo”, é ter dinheiro pra comprar uma caixa de isopor e bebidas pra poder vender e juntar um dinheiro. A “longo prazo”, quer conhecer um advogado que possa ajudá-lo a voltar a ter uma casa.

Na hora de despedir, José disse “mas fica tranquilo, vai dar tudo certo".

0 MÚSICA BRASILEIRA NA TELEVISÃO






Tenho gostado bastante de assistir um canal de televisão chamado Music Box Brazil, que oferece 24 horas de programação dedicadas à música brasileira. Tem muita coisa bacana de música independente. O canal exibe shows e videoclipes de vários artistas nacionais, além de documentários e entrevistas. Agora só falta a operadora NET passar a transmití-lo em alta definição. O canal pertence à Box Brazil Programadora Independente Multiplataforma, é a primeira programadora independente de conteúdo audiovisual multiplataforma instalada no país. Deixo para vocês o video da banda Maglore no programa "Lá em Casa Sessions" que traz música e bate-papo com ótimas bandas da cena independente. E claro, vou enviar meu material para eles também. 

Você pode assistir o canal pelas pelas seguintes operadoras:

NET TV - Canal 123
ClaroTV - Canal 111
CTBC - Canal 302 (versão HD)
SimTV
ViaCabo

0 CÁSSIA ELLER, O DOCUMENTÁRIO.





Via UOL

Teaser do documentário "Cássia" (Brasil, 2014), dirigido por Paulo Henrique Fontenelle ("Loki - Arnaldo Batista"). O documentário examina o "fênomeno" Cássia Eller através de depoimentos de familiares --como a companheira da cantora, Maria Eugênia--, amigos, jornalistas e artistas --como Zélia Duncan e Nando Reis--, e entrevistas antigas da própria cantora, abordando aspectos como a maternidade, a atitude no palco, o paradoxo entre agressividade e delicadeza, a força musical etc. "Eu tenho vergonha das pessoas", chega a revelar Cássia em um trecho. "Eu tenho medo das pessoas, eu tenho medo de gente. Música pra mim foi uma fuga da minha incapacidade de viver socialmente com as pessoas". "Ela se transformava mesmo no palco. Era outra pessoa", revela Maria Eugênia. O documentário estreia no dia 6 de outubro, no Festival do Rio. Estreia no circuito prevista para janeiro de 2015.

0 TARJA BRANCA E A INFÂNCIA






Tarja Branca é um documentário maravilhoso. Segue a sinopse: “A partir dos depoimentos de adultos de gerações, origens e profissões diferentes, o filme discorre sobre a pluralidade do ato de brincar, e como o homem pode se relacionar com a criança que mora dentro dele. Por meio de reflexões, o filme mostra as diferentes formas de como a brincadeira, ação tão primordial à natureza humana, pode estar interligada com o comportamento do homem contemporâneo e seu espírito lúdico”. 

Enquanto assistia fui lembrando muito da minha infância, o comecinho dela na roça morando com meus avós, construindo carrinho de lata e espingarda de bambu. Depois na cidade jogando futebol na rua, soltando pipa e jogando videogame. Lembrei das deliciosas férias de verão com meus primos, dos passeios de bicicleta com os amigos, das primeiras paixões de menino e do gosto do picolé sabor creme holandês nos dias quentes.

O mais bacana do documentário é que ele faz você perceber que a melhor forma de existir é mantendo um dialogo constante com essa criança que um dia você foi e que pode continuar sendo. Tarja Branca foi produzido por Maria Farinha Filmes, dirigido pelo Cacau Rhoden e lançado esse ano.

0 POESIA NOS VAGÕES DA CIDADE




A queridíssima Vanessa Rafael resolveu captar um pouco do trabalho que faço (e vários outros poetas também) de levar poesia para os vagões de trem e metrô. Um vídeo curtinho que sintetiza bem a ideia de colocar arte em movimento em espaços inusitados. Como o vídeo tinha que ter pouco mais de 2 minutos, não deu tempo de pegar a contribuição dos leitores, mas são eles quem financiam esse projeto tão bacana e com isso permitem que mais e mais pessoas tenham um despertar poético no cotidiano cinza dos vagões. Espero que gostem.

 

0 TIM MAIA, O FILME




Olha que bacana o trailer da cinebiografia do cantor Tim Maia, adaptada do livro "Vale tudo – O som e a fúria de Tim Maia", do Nelson Motta. Tim será interpretado por dois atores em momentos diferentes de sua vida: Robson Nunes enquanto jovem, e Babu Santana adulto. Alice Braga será a esposa do cantor. Cauã Reymond interpretará o paraguaio Fábio, amigo e parceiro. Para quem não leu o livro do Nelson eu recomendo bastante, é uma viagem pela vida do Tim, a começar pela infância e juventude no bairro carioca da Tijuca.  E é o próprio quem dá o tom bem humorado da narrativa: "No dia 28 de setembro de 1942, na rua Afonso Pena 24, minha mãe, Maria Imaculada, concebeu o gordinho mais simpático da Tijuca. E recebi o nome de Sebastião Rodrigues Maia".

O filme estreia 30 de outubro.

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